Sisu - Crítica  

Com toda fúria, determinação e coragem, a nova história trazida por Jalmari Helander (Caçada ao Presidente) nos leva ao um cenário próximo do fim da segunda guerra, com paisagens belas e muita brutalidade.

O diretor finlandês entrega uma história comum, com certas similaridade com o icônico Rambo (1982) e com a brutalidade da atual franquia John Wick (2014). Sisu é uma história além da segunda guerra, o contexto histórico é um artifício para mover a trama e para se promover como lenda.

Aatami (Jorma Tommila) é aquele famoso brucutu de poucas palavras, um homem simples que caiu em desgraça por conta da guerra, após obter sucesso em seu trabalho, ele é perseguido e torturado por uma unidade nazista que estava em retirada do país.

A produção teve um orçamento relevante, nada que o bom e famoso efeitos práticos não podesse deixar o filme mais eletrizante, já que os efeitos especiais ficaram para o terceiro ato. Nisso o filme realmente se torna mais vivo, contando com os campos abertos da Lapônia (Finlândia) onde o enredo se passa.

O senso de urgente é demostrado com a humanização do nosso protagonista, o sentimento de vingança é posta logo no primeiro encontro da unidade e ação brutal é admirável quando entra em vigor.

A violência é extrema e bem desenvolvida, com coreografias bem executadas e corpos sendo fuzilados por mulheres com sangue nos olhos. Sisu tem um final ousado, mas esperado para quem já conhece esse tipo de roteiro.

Helander nos entrega um filme bem desenvolvido com personagens vivendo a guerra não só literal, mas pessoal. Seu nível de roteiro foi bem condizente com filme e nos mostra uma história com início, meio e fim.

Se tratando de uma produção europeia, o filme teve uma percussão maravilhosa em seu continente, já garantido prêmios e salva de palmas em várias sessões.

Porém o filme não tem uma data exatamente certa para chegar em cinemas brasileiros, é muito mais provável que veremos ele em plataformas de streaming.

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