"O cinema é um modo de vida. Com o tempo e o trabalho, descobri que o papel do cinema é o papel do contador de histórias. Um diretor de cinema é uma versão moderna do trovador. Contamos histórias e alertamos sobre o que está acontecendo."
Ricardo Wullicher foi um diretor de cinema argentino, conhecido por suas contribuições para o cinema nacional e seu trabalho no campo documental. Formou-se no Centro Experimental Cinematográfico, atual ENERC, e estreou com Quebracho (1974), um sucesso nacional e internacional que retrata a história de "La Forestal", empresa britânica dedicada à exploração do quebracho na Argentina. Entre seus filmes mais conhecidos estão A Casa das Sombras (1976), Saverio, el cruel (1977), Borges para millones (1978) e Mercedes Sosa: Como un pájaro libre (1983), um documentário sobre a cantora Mercedes Sosa. Em 1995, lançou La nave de los locos. Durante a presidência de Raúl Alfonsín, Wullicher dirigiu o Instituto Nacional de Cinema ao lado de Manuel Antín, desempenhando um papel fundamental no renascimento da indústria cinematográfica argentina após o fim da censura.